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Black Eyed Peas concedeu uma entrevista no programa The Breakfast Club da radio Power 105.1

Black Eyed Peas concedeu uma entrevista no programa The Breakfast Club da radio Power 105.1

O Black Eyed Peas concedeu uma longa entrevista no programa The Breakfast Club da rádio Power 105.1 em Nova Iorque.

Falaram sobre o conteúdo do seu novo single Street Livin, que o Masters Of The Sun e o álbum seguirão nesse sentido e não irá se importar para a linha comercial desta vez.

Eles também discutiram as leis de imigração de Trump, por que o sistema prisional está essa bagunça; Taboo falou sobre o câncer que teve; porque os atletas possuem mais voz para os problemas sociais do que alguns dos grandes artistas jovens de hoje em dia e muito mais.

Nós transcrevemos uma parte da entrevista onde os meninos falam sobre mau desempenho do último projeto da Fergie e como está o cenário musical nos tempos de hoje para eles:

Charlamange – Por que o projeto novo da Fergie não funcionou? A música era sólida

Will – Eu acho que… bem, não funcionou – é uma realidade difícil. É algo que até esse nosso projeto enfrenta… Eminem, Katy Perry, Miley Cyrus… até a Taylor Swift. Alguém pode dizer “não funcionou” comparado com o último projeto dela. Miley Cyrus não funcionou comparado com o outro projeto dela também… Eminem comparado ao seu último lançamento.

Todo mundo está enfrentando “não funcionou”. Funcionou para os verdadeiros fãs hardcore, os que estavam esperando e se coçando por isso. Funcionou enquanto o que e onde você vê nos seus feeds é que, não acho que um mecanismo está pronto para julgar verdadeiramente se as pessoas mergulharam fundo, essa é a métrica para medir o sucesso ao invés de quantas pessoas bateram o olho, quantas orelhas ouviram o trabalho.

Charlamagne – Mas não são os streams?
Will – Sim, mas likes? Likes não dão dinheiro, cara. Não há uma transação financeira com um like, quando você faz arte.
Taboo – Faz as pessoas se sentirem bem, mas não tem tipo…
Will – Sim, você pode ter um monte de fãs e um monte de interações e engajamento, e você pode monetizar isso é verdade, mas o sistema era “eu faço um disco, as pessoas ouvem porque compraram, eu faço dinheiro” era assim antes e esse sistema não funciona mais assim. Por isso quando penso numa série, Stranger Things.. alguém ganhou dinheiro pra aparecer, o maquiador, o cabeleireiro, atores, roteiristas, ganharam dinheiro, Game of Thrones, Narcos.

Charlamagne – Mas nem todo mundo está nesse nível de poder criar uma série… você tem que ser um tipo de artista com uma certa marca pra ter uma série
Will – Uma série, sim você tem razão, mas por isso que não quero… artistas usam essa palavra, que eles são grandes quando estão voltando, estão comprometendo o progresso porque estão viciados em quem eles costumavam ser.
Taboo – Se você sumiu durante algum tempo você quer chegar e mudar o disco de alguma forma, seja um pouco, ou passo a passo.

DJ Envy – Os fãs mudaram também. Os fãs do Eminem, por exemplo, compravam música. Os novos fazem stream, não compram a música.
Charlamagne – Os fãs de antes devem ser apoiadores do Trump, e estão desanimados com essa nova abertura dele.

Taboo – Mas e legal ver os comentários tipo “yo, Esse é o BEP que eu lembro de Fallin Up, Joints & Jam, ou Behind the front”
Will – Sim, mas você sabe que não vamos ganhar dinheiro com esses comentários
Taboo – Sim, tenho que terminar o raciocínio… apesar de não ter dinheiro nesses comentários, é revigorante ter aquele sentimento que tínhamos quando estávamos chegando, com Busta Rhymes, Gangstarr e Public Enemy, esse sentimento ressurge na gente porque às vezes a gente se sente tipo, eu consegui, não preciso continuar me esforçando , estou bem, estou confortável , estamos sempre procurando aquela vontade dentro de nos pra seugir continuando

Charlamagne – Tem jeito de conseguir isso de novo? A Fergie pode conseguir isso de volta?
Will – Conseguir o que?

Charlamagne – Aquele momento que ela teve uma década atrás
Will – As pessoas estão esperando pelo próximo. Acho que a única forma de conseguir isso é ou você… Bruno Mars é o único cara que eu vejo tipo, trabalhando. Ele trabalha! Ele é uma máquina que se sente como artista novo o tempo todo

Charlamagne – Vão se cansar dele… é assim que o jogo funciona
Will – Sim, mas por ele ser um artista novo toda vez e a quantidade de trabalho que ele faz e a fome, eu vejo toda vez que Bruno Mars lança um novo projeto. E tem que ser assim, não pode ser tipo “oh, voltei”, você tem que ou reinventar ou começar do zero, as pessoas tem mais fome, Cardi B está com fome, eu a saúdo como ela dominou com 4 ou 5 músicas mas vc pensa que ela tem 1000 músicas… por causa da sua personalidade e como ela trata a plataforma é de tirar o chapéu

Charlamagne – Você não acha que é algo a dizer sobre ‘não conhecer’? Quando você se aproxima de algo pela primeira vez você realmente não sabe o que é, você é livre… mas quando aprende algo e conquista algum sucesso você não é mais livre porque tem uma fórmula que você segue
Will – E então é quando você se reinventa, porque eu não sabia que você ia fazer isso , é poderoso. Quando você sempre muda e as pessoas dizem caramba eu até me afastei, você chegou e eu achei que ia me acertar com a direita e você me acertou com o joelho eu não vi essa vindo

Angela Yee – Então vocês começaram do zero de novo?
Will – Sim
Taboo – É o sentimento, é legal poder nos aventurar por outros mundos como tecnologia, quadrinhos, esses lugares que a gente consegue inspiração fora da música, como se a gente fosse estudante da cultura e estivesse tentando abraça-la e ver como podemos aplicar essas novas formas de criar universos e mundos para o nosso projeto
Will – E temos sempre que estar quatro passos a frente, então quando fizemos os quadrinhos sabíamos que tinha a realidade aumentada na manga, a realidade virtual na manga, assim como já temos as próximas duas coisas na manga, na verdade três e a terceira é chi-ching, já sabemos que virá dinheiro , eu vejo, já esta alinhado com os parceiros, … feito.. e aí vamos para a próxima coisa… mas você precisa conseguir ver a Matrix

Charlamagne – E não é música?
Will – Música é parte disso… é como se tivéssemos um bar… nós não estamos ganhando dinheiro com música… estamos vendendo álcool e comida de bar, mas tem música também. Não da pra ter um bar ou restaurante sem música, tem outras coisas pra monetizar. Pergunte ao Kanye ele dirá “tênis”. Pergunte à Rihanna ela dirá “maquiagem” e todas essas coisas. Pergunte ao Michael Jackson e ele diria que eram as turnês que traziam a maior parte do dinheiro … Lionel Richie diria a mesma coisa

Charlamagne – Mas isso se aplica aos novos artistas também?
Will – Mais ainda pra eles, porque não vão ganhar dinheiro com música

Charlamagne – Caramba!

DJ Envy – Ok agradecemos por vocês se juntarem a nós como sempre, obrigado é o BEP e o Breakfast club, bom dia

Veja a entrevista completa abaixo:

 

Publicado Por: PortalBEP

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