O álbum “The Dutchess” fez 8 anos de lançamento! Veja a matéria especial da Billboard

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O álbum de estreia de Fergie, o The Dutchess, foi lançado em 13 de Setembro de 2006, e ele completou seu oitavo aniversário no último sábado. E desde o lançamento deste álbum não se falou sobre nenhum outro lançamento solo de inéditas. Até última segunda-feira, dia 15.

Oito anos. Então façamos as contas: dois mandatos presidenciais. Vamos ver o que se passava na época que o The Dutchess foi lançado há oito anos?

– Britney Spears tinha acabado de ter seu segundo filho com o cantor Kevin Federline.
– O filme Borat estava prestes a chegar aos cinemas.
– Microsoft estava preparando a primeira geração do seu serviço Zunes.
– Barack Obama ainda era senador, e não tinha declarado a sua intenção de concorrer à presidência dos EUA ainda.
– “SexyBack”, de Justin Timberlake já estava quase chegando ao topo do Hot 100 da Billboard. Ele estava prestes a assumir o #1 de… “London Bridge”, da própria Fergie.

O segundo álbum de Justin TimberlakeFutureSex/LoveSounds” foi lançado no mesmo fim de semana de “The Dutchess” e nos anos seguintes ao lançamento do álbum de Justin, seus fãs imploravam para ele voltar a cantar (já que logo depois do lançamento do CD e turnê ele dedicou sua vida à arte do cinema, abandonando temporariamente a carreira musical). Não sentimos tanto desespero dos ferganáticos logo depois de Fergie terminar a divulgação de seu álbum, pois, provavelmente, veio do fato de que podemos ouvir a voz de Fergie sempre ao lado dos seus amigos do Black Eyed Peas.

No entanto, a primeira aventura solo de Fergie nunca foi tratado como um “projeto paralelo”: até porque o CD estreou diretamente em 2º lugar no Billboard 200 e ainda passou 94 semanas nesse mesmo chart. O “The Dutchess” passou a marca de 3,9 milhões de cópias naquele momento, segundo a Nielsen SoundScan. O álbum também gerou hits que entraram no TOP 5 da Billboard Hot 100: “London Bridge” (#1, durante três semanas), “Fergalicious” (#2), “Glamorous” (#2, por duas semanas), “Big Girls Don’t Cry“(#1) e “Clumsy” (#5). Desde 2000, apenas dois álbuns conseguiram o feito de colocar 5 músicas nos cinco primeiros lugares da Billboard Hot 100: “The Dutchess”, e “Teenage Dream”, de Katy Perry. Agora, imagine se Perry demorasse mais de oito anos para alcançar essa marca.

É claro que a falta de um CD subsequente não minimiza artisticamente o “The Dutchess”, mas… já estamos acostumados à continuações. Sempre que qualquer parte da mídia se torna um sucesso espontâneo, seja ele uma série de TV ou um filme de super-heroi ou zumbi, o público em geral fica sedento e pede mais. E foi exatamente isso que aconteceu com o álbum de Fergie: um hit que superou todas as expectativas, como uma peça pop ilapidada e subestimada que apresentou ao mundo destemidamente e evidentemente uma artista feminina que estava escondida, porém, às nossas vistas. Chegou, conquistou, e oito anos mais tarde, ele ainda não teve um resultado final.

Isso é uma pausa indigerível para uma popstar tomar, especialmente para aquele com cujo videoclipe alcançou rapidamente 10 milhões de visualizações no YouTube naquela época (o que era algo realmente impressionante). Olhando para trás, no entanto, o atraso foi compreensível. É uma coisa a se considerar depois de detonar em carreira solo e deixar sua marca na história da música e depois voltar às origens (lembre-se de Beyoncé, que deu um adeus definitivo às Detiny’s Child), mas o caso de Fergie foi diferente, é bem mais difícil dar adeus ao maior grupo pop do planeta. Após ter emplacado grandes sucessos como “Don’t Phunk With My Heart” e “Pump It” em 2005, no álbum “Monkey Business”, do Black Eyed Peas, Fergie (que havia entrado no grupo em 2003), inequivocadamente em 2009 junto com os Peas, deram um golpe duplo e mortal aos charts daquele ano, com recordes mundiais no meio musical com “Boom Boom Pow” e “I Gotta Feeling“, fazendo com que o álbum “The E.N.D” vendesse mais de 3,2 milhões naquela época, de acordo com Nielsen SoundScan.

Mais importante que isso, os Peas já haviam acumulado hits suficientes naquele momento para fazer uma turnê internacional, que acabou começando no final de 2009, e rolou por mais de um ano, com mais de 100 shows, passando pelos 5 continentes do mundo, e chegando até ao Brasil, com 9 shows históricos, nunca realizados no país por um artista/grupo internacional anteriormente. O Black Eyed Peas, em seguida, explodiu com mais um outro álbum, o “The Beginning”, e fez turnê novamente até o final de 2011, antes de entrar numa longa pausa, que já está chegando na marca de 3 anos. Enquanto isso, Fergie fez esporadicamente algumas aparições em canções como “All of the Lights” do Kanye West, e uma composição para a trilha sonora do filme ‘The Great Gatsby’, “A Little Party Never Killed Nobody (All We Got)“, e manteve a construção de sua marca própria, com suas fragrâncias, esmaltes de unha, entre outros. Em fevereiro de 2013 ela anunciou que estava grávida, e deu boas-vindas ao seu primeiro filho, Axl Jack, em agosto.

Mas, nesses oito anos dominando o mundo e se tornando mãe, o primeiro álbum solo de Fergie – e, especificamente, os cinco hits TOP 5 que gerou – envelheceram muito bem. “London Bridge” é estúpida, divertida e estridente, com uma estrutura musical que ainda funciona perfeitamente em boates nos dias de hoje, como aconteceu em 2006. “Fergalicious” permitiu Fergie a se jogar em uma batida eletrônica, misturada com hip-hop e dance, juntos em um sample original da música “Supersonic“, do rapper JJ Fad; ele cai como uma luva em 1:55, marca a música e estampa um dos mais ousados slogans ‘girl-power’ do álbum. “Glamorous” é suave, um R&B estiloso, uma revisitada de “Jenny From The Block“, de Jennifer Lopez, e é perfeito para um passeio no verão (bônus: época que Ludacris estava em alta). O chiclete magnético de “Clumsy“, provavelmente, tem a produção mais bem feita de qualquer canção do will.i.am que não se chama “American Boy“. E “Big Girls Don’t Cry” pode ser o melhor desse pacote de músicas, uma balada matadora, com letras cuidadosas, e um vocal esculpida em um dos melhores níveis por alguém não era conhecido por abrandar as coisas. “Big Girls Don’t Cry” ainda vai ser escolhida por milhares de vezes nos karaokês da vida nos próximos anos.

“Às vezes eu posso ser moleca, e às vezes eu posso ser feminina”, Fergie disse à Rolling Stone em uma reportagem de capa da revista, em 2006. “Depende do que o humor que estou. Gosto do equilíbrio. Eu gosto de usar esses meus dois lados quando me perguntam sobre toda essa coisa de ser mulher ou menininha.” E essa é a maior força do “The Dutchess”: Equilíbrio. Nenhum desses cinco singles de sucesso tem um som semelhante ao outro, e estão espalhadas por toda lista de faixas do álbum, evitando você ouvir hit após hit seguidamente.

Os não-hits seguintes do CD dão ao ouvinte uma noção clara do que Fergie pode fazer – não há desespero em “Losing My Ground”, haters se servem em “Pedestal” e ‘apertar um beck’ no reggae-tingido de “Mary Jane Shoes”. Além de um verso que will.i.am canta dignamente algumas sílabas sem sentido em “All That I Got (The Make Up Song)“, e onde Fergie pergunta: “Será que você me amaria mesmo que eu não malhasse ou mudasse a cor natural do meu cabelo?”. Em “The Dutchess”, Fergie tenta um pouco de tudo e não faz nenhum erro perceptível; libertada da dinâmica do grupo, e treinada em grandes palcos, ela estabeleceu seu carisma e o caráter exploratório de uma nova voz na música.

É uma estranha e selvagem estreia, e uma das mais bem sucedidas deste século. E, finalmente, pode vir novas músicas vindo, o que é uma ótima notícia, e também um pouco nervosa. Como soará o som de um “The Dutchess” de 31 anos ser cantado por uma mãe de 39 anos? Será que ela ainda será tão difícil de ser categorizada? O tempo dirá. Até esse segundo álbum indescritível chegar, Fergie merece retroativos elogios para um primeiro olhar descompromissado, e vamos continuar dizendo “T-A-S-T-E-Y” com um E enfiado no meio.

O artigo foi traduzido e adaptado em sua integralidade dos artigos digitais da revista musical Billboard. Todos os termos utilizados no artigo original foram adaptados ao mais próximo possível da língua portuguesa.

Autor do Post
Gabriel

Comentários

2 Comentários
  1. postado por
    Felipe Fernooly
    set 23, 2014

    Amei o artigo <3 Obrigado portalbep por traduzir…

  2. postado por
    Renato
    set 23, 2014

    Que bom que gostou! o/

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