Coluna: Entrevista com a Kim Hill, ex-vocalista do Black Eyed Peas

O BEP de hoje é uma banda que vende milhões, lota estádios, tocou no Super Bowl, faz comerciais para grandes marcas, quebra recordes… mas nem sempre foi assim. Só em 2003, depois da entrada da Fergie e do lançamento de Where is the Love, foi que o Black Eyed Peas se tornou mundialmente conhecido, mas não podemos deixar de lembrar da origem da banda, humilde, criativa, original e aclamada pela critica (feito que, infelizmente, nunca mais conseguiram repetir).

O Black Eyed Peas do Behind the Front e do Bridging the Gap, contava com uma vocalista, Kim Hill. E é com muito orgulho que postamos essa entrevista exclusiva, que a Kim concedeu ao PortalBEP. Com muita sinceridade ela nos conta como entrou na banda, por que saiu e fala também de sua carreira solo.

PortalBEP: todo mundo fala sobre como o Will virou amigo do Apl, e juntos começaram um grupo thebreakdancing, e depois conheceram o Taboo, e finalmente criaram o Black EyedPeas, mas pelo menos pra nós, como você conheceu os peas é um mistério, como você se tornou um membro do BEP?

“Um mistério, adorei. Bem, nós nos conhecemos em um evento da BMI em 1995, e no momento em que nos conhecemos, eu e o Will criamos uma conexão como músicos, e ele era  como um irmão caçula pra mim, e logo depois começamos a escrever músicas juntos, e foi praticamente assim que começou, foi algo bem natural. E na época, os empresários deles moravam na mesma rua que eu, e eles me falavam sobre o Black EyedPeas, e naquele evento, eu e o BEP nos apresentaríamos, e aí acabamos nos conhecendo, foi assim que começou, do nada, mas logo de cara criamos uma ‘conexão criativa’.”

PortalBEP: A maior parte das bandas, tem um início de carreira complicado, e imaginamos que com o BEP não tenha sido diferente, como foram os primeiros shows do BEP?

“Eu não diria que foi ‘difícil’, porque a energia criativa que tínhamos, era tão natural e sincera, que nós conseguíamos fazer músicas em poucos minutos, eu gosto de falar que éramos ‘almas gêmeas na música’. O que acabou dificultando, foi o fato de que naquela época em Los Angeles, o gangsta rap era um estilo predominante, e o Black EyedPeas era mais consistente com o movimento criado pelo The NativeTongues, esse era mais o estilo de Nova York, ou da costa leste, como o A TribeCalled Quest, De La Soul, o The Pharcyde… Tudo bem que o The Pharcyde não era da costa leste, mas naquela época, quase todos os artistas que não eram da Costa Leste eram Gangsta Rap, e esse foi o desafio que o BEP enfrentou, mas criativamente não, nós fizemos muitas músicas, e nós estávamos sempre tocando em lugares pequenos. Os desafios eram em relação à indústria musical, mas não afetavam nossa criatividade.”

PortalBEP: Você sabe, exatamente, quantas cópias o Behindthe front e o Bridgingthe Gap venderam?
“Talvez agora, eles tenham vendido mais, por que o BEP cresceu tanto, e vários fãs que os conheceram na época do Monkey Business devem ter comprado os primeiros CDs também, mas quando eu era parte da banda, não acho que deva ter vendido mais que 150-250 mil discos. Eram discos aclamados pela crítica, mas não eram discos comerciais.”

PortalBEP: O Bridging the Gap vazou no Napster, certo?

Provavelmente, porque naquela época o Napster tinha acabado de sair, e era o primeiro programa naquele estilo (Napster foi o primeiro programa de compartilhamento de música gratuitamente pela internet), eu não tenho certeza se vazou, mas deve ter vazado.

PortalBEP: E porque mesmo com as vendas sendo prejudicadas pelo vazamento do álbum no Napster, o BEP continuou crescendo e começou a fazer shows cada vez maiores?

“Eu duvido seriamente que as vendas tenham sido prejudicadas pelo Napster, eu acho que afetou mais as músicas que estava em primeiro lugar nas paradas musicais, e na época, isso normalmente não incluía três caras com tênis e meias com uma garota que na verdade usava roupas. O Black EyedPeas, naquela época, não era de uma banda com imagem sexy que cantava vários clichês, éramos uma banda que com mais letras de conteúdo.

E outra coisa a se levar em consideração, é que naquela época, não existiam muitos grupos de hip hop que tocavam com uma banda, a maioria dos rappers tocava com um DJ, e por tocarmos com uma banda, conseguimos abrir shows do No Doubt, Leech e Blink 182, conseguíamos abrir shows tanto pra bandas punk, quanto pro Outkast, PublicEnemy e Gang Star. E graças a isso, conseguíamos tocar com vários artistas diferentes, pois éramos um grupo de hip hop, mas também tínhamos uma banda ao vivo, o que nos possibilitava tocar em arenas.

Então, eu não acho que o Napster teve impacto na venda dos CDs, porque o que o BEP era naquela época, não tinha nada a ver com venda de CDs. E isso fica claro, quando a Fergie entrou no grupo (tenho certeza de que falaremos disso) e o Black EyedPeas se tornou uma banda mais pop, eles estouraram e começaram a vender muito o Napster já não existia mais, porém já existiam outros jeitos de compartilhar músicas e isso não prejudicou o BEP. Eu acho que o baixo número de vendas dos primeiros álbuns aconteceu porque o conteúdo dos álbuns não era incentivado pelas grandes gravadoras, porque não estávamos falando palavrões, não usávamos as calças caindo e porque eu não estava nua.(risos)”

PortalBEP: Do Elephunk pra cá, os Peas têm tocado com a Bucky Johnson, mas quem eram os caras que tocavam com eles na época dos dois primeiros CDs?

“Acho que o George Pajon, que é o guitarrista deles, e PrintzBoard que toca teclado e trompete, esses dois eram os únicos… bem, não vou dizer que eram os membros originais da banda, porque teve gente que entrou e saiu antes de eu entrar, mas na época em que eu estava lá, George e Printz estavam na banda junto com TerrenceYoshiak (bateria) e Michael Fratantuno (baixo). E os quatro também formavam uma banda muito legal, chamada Beat Farmacy. E esses caras produziram muitas músicas dos meus primeiros álbuns solo, e todos são ótimos musicistas, e aí Terrence e Michael saíram da banda, e eles foram atrás de mais membros, eu cheguei a conhecer o Tim Izo, mas não cheguei a conhecer o baterista novo pessoalmente, e não sei quais outros elementos eles têm na banda agora, mas George e Printz estão na banda há mais tempo.”

PortalBEP: Nós estamos em 2000, o Bridgingthe Gap é lançado, o Black EyedPeas está ficando cada vez mais famoso, começando a fazer shows maiores, e você sai da banda. Como isso aconteceu?

“Não foi exatamente algo com o Black EyedPeas, era algo mais entre mim e o Will. E que fique bem claro, eu nunca tive um envolvimento romântico com nenhum membro da banda, nunca. Will era como um irmão caçula pra mim, a diferença de idade nem é tão grande, ele é um pouco mais novo que eu, mas era como se ele fosse meu irmão caçula, e em 1998 eu assinei um contrato com a Interscope graças ao Will, e depois de um ano gravando músicas pro meu álbum, nós ainda estávamos em turnê, a Interscope achou que meu projeto “não era negro o suficiente” e as coisas começaram a ir morro abaixo. Eu fiquei em turnê com eles durante cinco anos, e quando as coisas entre o mim e o Will começaram a ficar estranhas, foi muito difícil pra eu subir no palco e fazer um show, porque eu sentia que a nossa química tinha acabado, e quando a sua plateia não acredita que sua energia é algo natural, não adianta, você não vai conquistá-la. Então eu tinha que tomar uma decisão, e começaram a surgir divergências no estúdio, por exemplo, um dia era decidido que eu teria 12,5% na participação dos lucros, e no outro dia estava decidiam que eu teria 4%. Olhando para trás, parece infantilidade eu sair,mas eu sabia que a banda ia tomar um caminho diferente, porque a gravadora colocava muita pressão em mim, para que eu me tornasse mais sexy, eles falavam “Você é magra, você é bonita, coloque um par de patins, um shortinho e pronto.” E eu não me sentia confortável em agir de forma sexy com uma banda que parecia mais com uma família pra mim, aqueles caras eram meus irmãos. E isso aconteceu em uma época, em que Lauryn Hill fazia muito sucesso, sem ter que se vender, assim como Erika Baduh. Tínhamos a Lil’ Kim, falando sobre sexo oral, e Lauryn Hill que falava sobre suas convicções e sobre sua família, então, não existia só um caminho a seguir.Naquela época, eu soube que uma música como MyHumps, estava a caminho. E isso não é uma critica à Fergie, não é uma crítica ao Black EyedPeas, só não é uma música que eu tenho vontade de fazer, porque eu quero gravar músicas, que quando eu tiver 90 anos, eu ainda me sinta confortável cantando. Para mim, a Grace Jones é sexy, eu vi um show dela ano passado, e ela estava com a bunda de fora no palco, mas algo a tornava provocante e parecia que ela se realizava no palco, e sua nudez era algo artístico, totalmente o oposto de ‘eu preciso fazer isso pra vender discos’. Bem, tudo se resume a dinheiro e uma bunda de fora (risos)”

PortalBEP: E os Peas, tentaram te convencer a ficar na banda?

“Sabe o que é curioso? Depois que eu liguei para o empresário do BEP, pra dizer que eu queria sair da banda, eu nunca mais soube deles, eu nunca recebi uma ligação do Will, do Apl ou do Taboo, nós nunca conversamos sobre minha saída. Desde o dia em que eu pedi pra sair, no final de 2000, foi perto do Natal de 2000 quase 2001, e nós nunca falamos sobre isso.

E o que me levou a falar com o empresário deles sobre minha saída, foi porque houve um boato de que eu estava nos bastidores de um programa, e me perguntaram onde eles estavam, e eu estava emocionada e disse “Não sei, eu estou saindo da banda” e aquilo vazou na L.A. Weekly, na época aquilo estava em meu espírito, mas eu não tinha decidido ainda, e quando eu estava conversando com o empresário sobre um pagamento, e ele me criticou por essa brincadeira, e aí eu pensei ‘quer saber!? “Isso está muito desconfortável pra mim”, eu não estava recebendo o suficiente, as divisões de lucros estavam mudando, e quando eu percebi que estava virando somente negócios, principalmente entre mim e o Will, e eu adoro o Apl e o Taboo, mas o Will era meu irmão caçula, nós não bebíamos, fumávamos… Quase sempre você nos via separados do resto do pessoal, era como se fosse eu e o Will contra o mundo, e quando aquela amizade foi envenenada por empresários, pela gravadora e pela pressão, não me senti bem. Então não, ninguém implorou para que eu ficasse (risos)”.

PortalBEP: Mas nós estamos em 2011, você já lançou três discos e agora é uma DJ, conte um pouco sobre sua carreira depois de deixar o BEP.

“Depois de sair do BEP, eu tive que me redefinir, porque durante seis anos eu fui a cantora deles, e é difícil sair de um grupo de hip hop com uma platéia bem jovem e masculina e partir para uma carreira solo. Você não sabe se pula no palco, se põe um vestido, se canta com o microfone em um pedestal, eu não conseguia decidir como me portar no palco. Mas logo depois de eu sair, foi criado um bar muito importante para história de L.A. e da música Indie, o Temple bar. E eles estavam começando e eu me tornei quase uma atração fixa de lá, e foi ali que eu acabei criando meu público na carreira solo. Sempre me considerei uma compositora, e eu comecei a escrever músicas como The Real Hip Hop ou Taxi Cab, e acabou chamando a atenção desde Dione Warwick a Quest Love, o que acabou me dando visibilidade no Japão, e na Austrália, Europa, eu consegui tocar no Jazz Cafe.

E acabei lançando discos que eu amo, eu gosto dos meus CDs e os ouço até hoje, tenho orgulho deles, eu seria minha fã se eu não fosse eu mesma, e não são muitos artistas que podem dizer isto. Eu gravei um pequeno disco chamado SurrendertotheSunflower, e depois lancei o Suga Hill, e estou tentando lançar o Pharaoh’sDaughter há seis anos, mas eu prometo que esse ano vou lançá-lo.”

PortalBEP: Ano passado você foi abençoada com  o nascimento do  seu filho Cassius, tem sido difícil pra você conciliar seu trabalho e a educação dele?

“Na verdade, não, os dois caminham lado a lado. Você utilizou a palavra certa, ser mãe é uma benção, é uma honra e durante toda minha vida, eu só me importava comigo mesma, e agora eu tenho ele pra me importar também. Ele me tornou uma pessoa mais determinada, por exemplo, eu tenho uns cinco projetos que estão 90% prontos, e ele me dá força pra terminá-los. Eu tenho um ótimo sistema de apoio, tenho minha família maravilhosa e amigos que me apoiam muito, eu posso ligar pra eles a qualquer hora e dizer ‘você consegue ficar com o Cassius por uma hora? Preciso que venha aqui pra eu terminar umas coisas’, e muitas coisas boas estão vindo, estou me mudando de Los Angeles para o Harlem, eu sou de NY, é muito bom poder voltar pra cá, pra costa leste, eu vou ter um programa de rádio chamado Spin Cycle, é claro, lançar Pharaoh’sDaughter. Ele é muito divertido, eu achava que eu me conhecia, mas depois que eu tive esse bebê lindo, maravilhoso, isso redefiniu quem eu sou, porque você entende o quão forte você é, quão capaz, e as necessidades dele são tão simples, e quando você consegue atendê-las, tem a impressão de que você consegue fazer qualquer coisa.”

PortalBEP: De uns anos pra cá, você começou a tocar como DJ, qual conselho você dá para alguém que está começando a carreira de DJ?

“Na época em que eu era só uma cantora, e eu chegava a uma boate minha música estava tocando, ou eu a ouvia no rádio, era uma emoção indescritível. E agora que eu estou do outro lado da pickup, tocando músicas que eu amo de artistas que me inspiraram, é tão divertido porque eu consigo ver toda a alegria que eu sentia antes ouvindo minha música no rosto de outro artista, quando eu toco essa ou aquela música e o artista está lá, e todo mundo pira porque sabem que esse artista está ali, é mágico.

Então, o conselho que eu dou é: Não importa qual estilo musical você costuma tocar, hip hop, soul, tecno, rave… qualquer estilo. Você tem que virar um colecionador de músicas daquele estilo, alguns colecionam vinil outros mp3, pra mim, não importa. Você só tem que criar seu set de um jeito que ele soe como uma trilha sonora ao vivo, é como o TreyHardson, do Pharcyde, me disse uma vez, que estávamos em Praga, foi uma das primeiras festas em que eu toquei, e não vou mentir, foi horrível, ele chegou pra mim e disse: “Se tiver uma pessoa dançando na pista, é nela que você tem que se inspirar, por que aí virarão duas pessoas… cinco… E quando você menos esperar, todos estarão dançando. Mas tudo graças aquela primeira pessoa”. Então, se eu estou tocando uma música, e conquisto alguém com ela, eu vou tocar mais sete músicas naquele estilo, antes de mudar. Porque não há nada pior do que uma ótima música começar a tocar, e aí o DJ vira com uma música que tem uma vibe completamente diferente. Você tem que trocar uma música por outra que a complete, é assim que você consegue uma pista cheia, e outra coisa muito importante, é observar a pista e observar a reação do público à sua música, como eles se sentem, porque você está tocando pra eles. Então esses são meus dois conselhos, foi o que funcionou comigo.”

PortalBEP: E você lançou um single, no final do mês passado, She Can’t, certo?
Sim, com o BAATN do Slum Village (falecido em Julho de 2009), que ele descanse em paz.

PortalBEP: Isso significa que tem um álbum novo à caminho?

De uma certa maneira sim, SheCan’t foi gravada em 2006, mas não havia sido lançada e  depois que ele faleceu, os amigos deles perguntaram se eu tinha intenção de lançar a música, foi difícil, mas eu sabia que ele gostava muito da música, porque falamos muito sobre ela antes dele falecer e então resolvi lançar. E é algo que pode estar no Pharaoh’sDaughter, inclusive isso me coloca numa situação meio chata, porque eu fico lançando esses singles avulsos, sem lançar um álbum, e isso acaba chateando meus fãs. Mas eu prometo que vou lançar um álbum.

PortalBEP: E o que você achou da mudança de estilo do BEP?

Serei muito honesta com vocês, a mudança de estilo deles não faz sentido pra mim. E vou dizer algo que eu nunca disse em entrevista nenhuma: Pra mim, o Black EyedPeas… é como se eu fosse num restaurante, e pedisse peixe e o garçom trouxesse uma bisteca de porco, eu diria: “Espere um minuto, eu pedi peixe”. Pra analogia ter sentido, o Black EyedPeas hoje é outro produto, não é mais Black EyedPeas(ervilha), é como se tivesse virado uma batata. Eu não estou tentando fazer piadas com eles, mas eles não são mais o Black EyedPeas, pra mim. É o mesmo nome, mas é um produto completamente diferente.

Talvez, se eu não tivesse conhecido o BEP de antigamente, eu tivesse mais facilidade pra aceitá-los hoje, eu não sei se eu gostaria deles, mas pelo menos eu acho que não sentiria o calafrio que sinto quando eu os ouço. Mas não é exatamente pelo BEP, eu não sou muito fã de pop/eletrônico, eu gosto mais de Soul, hip hop e até Indie Rock, mas não sou fã de eletrônica.

Mas não há como negar que o BEP alcançou algo muito admirável, eles conseguiram sair de um hip hop underground, para esse estilo Dance e conseguiram vender muitos discos. E isso é o que é bonito sobre o BEP.

PortalBEP: Existe alguma chance de você gravar uma música com eles?

Tantas pessoas já me perguntaram isso… Olha, eu não quero dizer ‘nunca’, e tenho que admitir que eu trabalhei com ótimos produtores, mas eu nunca tive a química que eu tinha com o Will, com nenhum deles. E isso é difícil, porque no começo da minha carreira, eu tinha minha alma gêmea na música, e agora eu não tenho mais. É difícil, porque às vezes eu estou com outro produtor, e penso “Argh. Will conseguia terminar minhas frases e eu as dele”.Mas eu acho que o que o Will.i.am se tornou é algo tão grande, que eu não sei se ele seria capaz de voltar ao espaço em que estávamos quando fazíamos música juntos. Eu estaria aberta a propostas, mas eu provavelmente diria não.

Mas pelo menos eu posso dizer que na minha vida, eu soube como é essa experiência, poucos artistas sabem como é, e eu sei. Mas eu acho que a máquina é tão grande, tão comercial, com tanto dinheiro envolvido,que não tem mais volta.

E o engraçado, é que nos últimos tempos, muitos fãs do BEP têm me procurado dizendo “agora eu entendo porque você quis sair.” E eu não quero parecer convencida, mas se você ouvir a música The Real Hip Hop, que está no Suga Hill, você vai ver que em 2000, eu já dizia que esse era o caminho que o BEP seguiria. E eu fui muito criticada pela imprensa, eles diziam que eu estava magoada e com raiva, mas na verdade, era como ver seu namorado, que sempre foi uma ótima pessoa, se casasse com 10 prostitutas. E acredito que o BEP conseguiria vender, milhões de álbuns sem fazer o que eles fizeram, Wycleaf conseguiu, Lauryn Hill conseguiu, Outkast conseguiu… Existem vários grupos que conseguiram muito sucesso, sem mudar o estilo de quando eles começaram. O Black EyedPeas, é outro produto agora, não é mais o Black EyedPeas, pra mim.

Aqui fica o agradecimento por parte de toda equipe do PortalBEP à Kim Hill, que durante toda entrevista foi sincera, gentil e corajosa por contar o seu lado da história, mesmo sabendo que talvez, como fãs do BEP, não fossemos gostar. Obrigado, Kim.

Ouça e veja a letra de The Real Hip Hop, música que Kim cita na entrevista:

Conheça mais: Kim Hill

Nome: Kimberly Allise Hill
Idade: 38 anos
Nascimento: 07/08/1972
Curiosidades: Criou um blog chamado “The Curious Life of Cassius” (http://thecuriouslifeofcassius.blogspot.com/) o qual era dedicado ao seu filho, Cassius.
Em Fevereiro desse ano Kim doou um rim para seu irmão, Brian Hill.
Redes Sociais:
Facebook: http://www.facebook.com/kimhill.killhim
Twitter: @killhim
Youtube: http://www.youtube.com/thedaugther
Site Oficial: http://www.kimmykim.com/

Ouça partes dessa entrevista no BEPCast!

Autor do Post
César

Comentários

59 Comentários
  1. postado por
    Emanuel Bandeira
    ago 17, 2011

    Em muitas coisas eu concordo com a Kim, o grupo tinha conteúdo agora eles visam muito o dinheiro e reconhecimento mundial, lauryn Hill pode até não ser tão conhecida assim pq vivemos em uma sociedade onde as pessoas vivem de “modinha” e não de arte, quem realmente aprecia a arte da música com certeza conhece lauryn Hill, Erykah badu entre outros artistas muitos bons q infelizmente não tem seu trabalho reconhecido por grande parte do público. 😉 

  2. postado por
    Diego Rocha Gonçalves
    set 4, 2011

    Ótima entrevista, concordo com ela… eu curto muito mesmo até Monkey Business. Infelizmente é jogo de marketing ($). Aprendi a gostar porque acompanhava o trabalho já de antes… porque se fosse só por The E.N.D e Beginning seriam uma banda com algumas músicas legais! VOLTE O BEP DE 1998!.. 2003!… 2005!

  3. postado por
    Diego Rocha Gonçalves
    set 4, 2011

    Ótima entrevista, concordo com ela… eu curto muito mesmo até Monkey Business. Infelizmente é jogo de marketing ($). Aprendi a gostar porque acompanhava o trabalho já de antes… porque se fosse só por The E.N.D e Beginning seriam uma banda com algumas músicas legais! VOLTE O BEP DE 1998!.. 2003!… 2005!

  4. postado por
    Paulo Amaro
    out 23, 2011

    Aprendi que pra ser famoso imagem é tudo vale mais que uma grande amizade.. Peito e Bundaa kkkkk… pois é tudo na vida tem um lado negro.. 😀

  5. postado por
    PortalBEP.com | The Black Eyed Peas Portal – Fan Site
    dez 24, 2011

    […] a imagem feminina da banda, fato que Kim Hill, não gostou nenhum pouco. Segundo Kim, em entrevista ao PortalBEP há alguns meses, a pressão da gravadora para “sexualizar” a banda, o descumprimento da […]

  6. postado por
    Mayane Lima
    abr 24, 2012

    achei um maximos algumas partes….

    axo ki ela criticou o peas de forma desàgradavel!!,”ela nun gosta da ferguie” e taben essa musica que ela fez axei un maximo mas axo que faltou um pouco mais dela !!!

    PORTALBEP ”voçes fizeram entrevista com a HILL e agora? nao ta faltando o peas fala sobre esse assunto?
    acho que agora voçes tem que ouvir o Taboo,Arpl e o wil, por que na entrevista ela si fala do wil sera que ela amava mesmo o wil?e o wil amava mesmo ela?”

  7. postado por
    elton
    abr 18, 2014

    oi black eyed peas é porque eu fiz uma letra de música pra vocês. deve estar bom. risos. eu quero seu bumbum mas você tem anel mas você tem anel mas você tem anel você estar demais você estar demais eu quero seu bumbum mas você tem anel mas você tem anel mas você tem anel você estar demais você estar demais. quando estou com você eu voo ao céu voo ao céu tá cat eu quero seu bumbum seu bumbum você estar demais você estar demais tá cat eu quero seu bumbum seu bumbum. (repetir quantas vezes quiser). black eyed peas é o seguinte é porque no assunto de compor vocês são demais e eu to tentando chegar lá. se der eu quero que se for possível que vocês gravem ou tentem pra que essa letra de música seja gravada até se for por outro alguém mas estou te dando a letra de música. muito obrigado pela oportunidade.

  8. postado por
    João Gabriel
    abr 24, 2014

    Porra, sinceramente? Me sinto decepcionado! O BEP era perfeito, eu passei os últimos 2 dias escutando direto o Behind the Front, e não adianta: o BEP antigo é milhares de vezes melhor que o lixo que eles fazem agora. Perdeu a musicalidade, a originalidade. A Fergie entrou com o objetivo dos empresários e funcionou direitinho: FODEU a banda! Deviam ficar com a Kim Hill… o que eles deviam fazer agora é ouvir o conselho que eles nos davam há tantos anos: STOP NOW! GET ORIGINAL!!!

  9. postado por
    Gabriel Bastazinni
    set 25, 2016

    kkkk. O BEP é muito bom de qualquer jeito, e o que a Kim tem é inveja da Fergie, pq a Fergie tem um destaque na banda que ela jamais teria. O BEP chegou num nível q Kim jamais chegaria, e a voz da Fergie é muito é muito melhor q a dela e tbm a Fergie é bem mais bonita

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