Taboo concede entrevista para jornal de Brasília

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Como fazer amigos, influenciar pessoas, vender milhões de discos e, de quebra, colocar o mundo inteiro para dançar? Em meio à crise da indústria musical, o Black Eyed Peas parece ter encontrado uma resposta prática — e sem as lições mágicas dos livros de autoajuda — para uma questão que tanto atormenta os ídolos pop. A estratégia, eles ensinam, é trabalhar pesado: escrever os hits, produzir turnês mundiais, manter-se em evidência e nunca, em hipótese alguma, perder o contato com os fãs. Parece uma fórmula fácil. Mas a trajetória do quarteto desmente essa impressão: nos últimos 10 anos, nenhuma outra banda de black music visitou com tanta regularidade o topo das paradas de sucesso. Mais do que um fenômeno, o Black Eyed Peas é um caso à parte.

“Ainda me impressiona notar que são poucos os grupos de hip-hop que conseguiram chegar aonde chegarmos”, admite Taboo, em entrevista por telefone ao Correio. O músico e dançarino californiano, de ascendência mexicana, se arrisca a explicar as razões do sucesso (leia entrevista). “Estamos sempre atentos às mudanças da música, à evolução do mercado”, observa. É uma dica. Desde 2003, quando Elephunk chegou às lojas, eles venderam 35 milhões de álbuns no mundo todo. É no palco, no entanto, que essa máquina de diversão ganha potência máxima: em 22 de outubro, quando a turnê The E.N.D. desembarcar na cidade, o público brasiliense encontrará uma banda ainda mais tecnológica (e afiada) do que aquela que visitou a capital há quatro anos.

O megashow, que faz escalas em nove cidades brasileiras, foi descrito pelo New York Times como uma performance com ares de ficção científica. “A ideia era presentear os fãs com um espetáculo visual. No show anterior, a banda e os músicos se movimentavam num grande palco. Agora, usamos projeções em vídeo para criar toda uma atmosfera nova”, resume Taboo (ou, na certidão de nascimento, Jaime Luis Gómez). A grandiosidade faz sentido: lançado em junho de 2009, o disco The E.N.D. (The energy never dies) já vendeu 10 milhões de cópias e passou mais de 50 semanas na lista dos 200 discos mais vendidos nos Estados Unidos. Emplacou cinco músicas nos 10 primeiros lugares da Billboard (entre elas, I gotta feeling, grude das pistas) e ganhou o Grammy de melhor disco pop. Eles bem avisaram: a energia parece inesgotável.

Volta ao mundo
A nova turnê revela o alcance da banda, cada vez maior. Até agora, foram 108 apresentações em quatro continentes. A jornada começou no Japão, em setembro de 2009, e chega à América Latina mais de um ano depois. O Brasil é um porto especial. O líder desse batalhão, Will.I.am, chegou a declarar, via Twitter, torcida pela Seleção Brasileira na Copa da África, onde a banda se apresentou na cerimônia de abertura. “O Will.I.am tem um carinho enorme pelo Brasil, é o lugar preferido dele no planeta. E nós todos nos inspiramos pela cultura do Brasil. É um país muito rico culturalmente, com uma energia que nos anima muito”, elogia Taboo. A parceria com Sergio Mendes, com quem o Black Eyed Peas gravou uma versão de Mas que nada, aproximou ainda mais o grupo (formado ainda por Fergie e Apl.de.ap) do clima tropical.

Em julho, Will.I.am contou em entrevistas que vai registrar os shows latinos em 3D, com direção de James Cameron (Avatar). “Temos o melhor diretor, pois somos a maior banda do planeta”, afirmou. Taboo, entretanto, não confirma a informação. Nos Estados Unidos, o grupo fez o teste: transmitiu um concerto em 3D, ao vivo, nos cinemas. “As novas tecnologias estão mudando a forma como entramos em contato com os artistas. Mas ainda falta um pouco. A nossa meta é permitir que o público possa, sem sair de casa, se aproximar um pouco mais da sensação de ir a um show”, afirma Taboo. Os elementos high-tech atualizam uma química antiga: abastecida por novidades (em novembro, eles lançam disco novo, The beginning), a pista de dança do Black Eyed Peas não esfria. Talvez esteja aí o segredo de um reinado que não acaba nunca.

BLACK EYED PEAS
A banda faz show em 22 de outubro, sexta-feira, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha. Ingressos à venda pelo site www.livepass.com.br. Ingressos a R$ 130 (pista), R$ 200 (pista premium), R$ 260 (camarote open bar) e R$ 500 (pista golden open bar). Valores de meia-entrada. Não recomendado para menores de 16 anos.

Via: Correio Brasiliense

Autor do Post
Renato Cavalcanti

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