Matéria completa: Black Eyed Peas na Rolling Stone

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Confira a tradução da  enorme matéria do Black Eyed Peas (são cinco páginas) na nova revista Rolling Stone americana da qual o BEP é capa. O grupo é considerado a razão Nº 1 de se estar animado com a música hoje em dia.

Leia atentamente pois é abordado principalmente quais as idéias do Will.i.am, seus planos com o grupo. Abordam muitos assuntos interessantes e curiosos sobre a vivência da banda.

Atenção! Logo abaixo clique em MAIS para lêr o restante da matéria.

Nº 1 – The Black Eyed Peas

Will.i.am e a ciência da dominação POP global   – Por: Chris Norris

Muitos anos atrás, um americano dividiu um sonho que um dia nossas crianças iriam se sentar na mesa da fraternidade, que a justiça e a liberdade poderiam tocar a terra, e que um cara negro de 35 anos de calças de couro e botas com glitter poderia levar 73 mil texanos a cantar em uma só voz: “Whatcha gonna do with all that junk – all the junk inside your trunk?”

O dia aqui no Houston’ Reliant Park, que pulsa com as luzes, está respirando o 78º Annual Houston Livestock Show and Rodeo. Atração do evento desta noite, o Black Eyed Peas, aparece depois de seis anos desde o ‘Mutton Bustin’, um tipo de rodeio com ovelhas.

O show do grupo já estava caminhando quando o primeiro grande hit, My Humps de 2005, era cantando pela Fergie que andava na passarela do palco com um colante metálico como o elegante android do diretor Fritz Langs do filme Metropolis, só que com cabelo e cantando uma música com título ‘hump’. “I drive these brothers crazy,” ela canta para Apl.de.Ap e Taboo fazendo várias poses.

Quando a música retorna, oito telões enormes mostram o sorriso enigmático do autor das músicas e mestre Pea, Will.i.am, que dá uma pausa para agradecer os seguidores do grupo: “Houston, nós queremos agradecer vocês do fundo dos nossos corações até as profundezas das nossas almas. Em 2005, nós lançamos um álbum chamado Monkey Business,” ele diz, em seguida, dois nomes de estabelecimentos comerciais que dirigiram para 10 milhões de vendas: “Tower Records e Virgin. Eles não existem mais.” A multidão ruge. “No último ano, nós lançamos nosso último álbum e é por causa de vocês que vendemos – “.

“Eu quero falar algo!” Fergie fala interropendo-o. “Oi, Mãe e Pai!”

O maior rodeio do país é apenas um dos últimos dominós a cair na campanha global do will.i.am para construir a maior banda ubíquo do mundo. Em 15 anos desde que formou os Peas, Will.i.am já fez turnê pelo mundo dúzias vezes, vendeu 27 milhões de álbuns e fez várias campanhas para a Apple, Pepsi, Target, Verizon e o presidente dos Estados Unidos. “Ele tem a força real,” falou Bono, que recrutou Will.i.am para trabalhar no álbum de 2009 do U2, No Line on the Horizon. “Ele tem as maiores músicas da Terra do momento, tem o espírito mais maravilhoso para se estar por perto, e está interessado no macro, bem como no micro.”

De fato, sua visão é tão macro que ele é diferente de praticamente qualquer músico que o precede. Para Will.i.am, músicas não são trabalhos discretos da arte mas aplicações multi-uso – hit singles, jingles promocionais, trailers de filmes – tudo servindo a um propósito maior do que o consumo de música. Criativamente, ele não faz qualquer distinção entre escrever rimas e planos de negócios, agitando arenas e PowerPoint, produzir álbuns e as plataformas de mídia, todos esses pertencentes às exigências de uma missão de unir o maior número possível de pessoas sobre a mais ampla gama imaginável. É uma missão ele se comunicar com a combinação do zelo Pentecostal e os jargões do Vale do Silício, sugerindo um híbrido de Stevie Wonder e Steve Jobs.

Na conversa, ele tem uma tendência de queda de pronunciamento conciso que, como suas músicas, muitas vezes vão de imbecis a brilhantes depois de ouvir repetidas vezes. Uma jornada através da mente de will.i.am segue uma trilha sinuosa, mas se prestar bem atenção certos temas emergem ..

Faça trabalhos de arte em quadrados

Backstage em Houston, Will.i.am veste sua roupa futurística enquanto dançarinos, produtores e companheiros de banda conversam por trás dele. Daí ele começa a quebrar a música e o comércio até as partículas subatômicas. “É sobre frequência, dinheiro” ele fala. “As palavras ‘dinheiro’ e ‘frequente’ – o que elas significam? Tempo. Se dinheiro significa algo que você pode gastar, significa que é fluido – uma corrente. Se eu atualmente estou fazendo algo e continuo fazendo, estou construindo uma freqüência. E se eu mudar minha freqüência positivamente, irei atrair grana.”

Will.i.am fala rapidamente, fica um pouco perto demais, e mantém os seus olhos fixados. “Todo vez que a música foi colocada em círculos, foi sempre um sucesso.” Ele disse. “Quando os discos foram lançados, você tinha os que tocavam a 45s, em seguida 33s, depois 12-polegadas – todos múltiplos de três, todos círculos. Assim como os leitores de cassetes foram lançados haviam 8 músicas – quadrado. Não funciona. A fita cassete é um retângulo – não funciona. O CD veio – muito bom. Os iPods e laptops colocam a música em retângulos – não funciona, não pode monetizar isso. Você tem que descobrir como fazer um trabalho de arte em quadrados.”

Depois de receber uma chamada do presidente da Interscope, Jimmy Iovine, Will.i.am retorna e fala rapidamente sobre a conversa. “’Hey Will, é o Jimmy. Blah-de-blah, parabéns, blah-de-blah, mudando o jogo, blah-de-blah, um bilhão’.” ”Um bilhão?” pergunta Will.i.am. “’Um bilhão’” falou Iovine. “’Sim’,” disse Will.i.am. “’Ok’”, falou Iovine. “’Bye’.”

Will poderia facilmente ser um comediante de stand-up, com sua contagiante risada e imitações improvisadas de todo mundo até mesmo Michael Jackson, num círculo que inclui Bono Vox, Quincy Jones, Hugh Jackman, Diddy, um dos fundadores do YouTube, Prince, o CEO da BlackBerry e – com uma certeza matemática – Kevin Bacon. Ao contrário da maioria dos fãs, Will.i.am não recebeu a notícia da morte de Michael pela CNN, e sim pelas mais de 20 mensagens de texto que recebeu no celular enquanto trabalhava de DJ em Paris, cujas informações conflitantes ele confirmou numa ligação de Quincy Jones – que estava em Moscou.

Enquanto o currículo de produtor de will.i.am parece uma playlist em modo aleatório – Nas, Sérgio Mendes, Celine Dion, os Rolling Stones – sua influência agora se extende aos escritórios da BlackBerry, YouTube e outras empresas que consideram o rapper um visionário na tecnologia. “Ele se senta com Evan Williams do Twitter ou Chad Hurley do YouTube e lhes dá ideias para seus negócios”, diz o lendário empresário do Vale do Silício [vale americano onde se concentram empresas de tecnologia], Ron Conway, cujos investimentos iniciais incluem Google, PayPal e mais recentemente a própria plataforma social de Will, o DipDive, que é como um cruzamento entre Facebook e Hulu (mas que ainda parece existir apenar para divulgar os Peas). “Empresas usam termos como ‘cloud computing’ [computação em nuvem], ‘data cloud’”, diz Will. “Essa coisa pela qual todos nós nos comunicamos é a chamada nuvem, com uma pequena banda controlada por um pequeno grupo.”

Will pretende ser um deles. Com o Dipdive, ele planeja construir todo um sistema de distribuição – da voz dos cantores direto aos ouvidos das pessoas. Selecionando artistas de vários campos num critério de “maneirice”, Will.i.am diz que a plataforma de mídia do Dipdive unirá milhões de “parceiros” e ter um papel  entre agência de publicidade, gravadora, rádio e canal de TV. “Isso virá em 2013”, diz Will.i.am. “O maior dos artistas fará tudo isso: tocar, produzir, remixar e distribuir a música. O próximo Jimi Hendrix ou John Coltrane terá um papel nesse sistema. Ele virá em 2013.”

No papel, o Black Eyed Peas parece a pior banda que você pode imaginar: um líder cerebral, um break dancer, um rapper filipino que aprendeu inglês aos 14 anos e uma rockeira ex-viciada em metanfetaminas. Como um verdadeiro visionário, Will driblou esses déficites e tornou-os uma dominação mundial. “Eu vou ao Brasil e pensam que eu sou brasileiro”, diz ele. “Vou ao Panamá e pensam que sou panamenho, porque falo espanhol. Na Suécia? Eles gostam da Fergie. Nos a colocamos na frente. América do Sul? Taboo, fique na frente, seja latino! Sudeste asiático?  Apl, vá! Fale filipino!”

Em 2008, will.i.am encontrou a chave final do sucesso global. Ele estava na Austrália filmando para seu papel em X-Men Origens: Wolverine como o mutante teleportador John Wraith quando ele teve um daqueles momentos em que se percebe que tudo está errado: depois de pedir a alguns amigos que o levassem à um clube de hip-hop, eles disseram “Ei, o hip-hop morreu, amigo. Eletrônica.” Ele voltou irado aos Estados Unidos. “Eu voltei dizendo ‘música dance, Jimmy [Iovine, presidente da Interscope], música dance! Quem desvendar a música dance, ganha’.”

Will concebeu o The E.N.D. menos como um álbum e mais como um set de DJ – inclusive contratou o DJ superstar francês David Guetta para produzir o segundo single, “I Gotta Feeling.” “A única razão que eu vejo para fazer um álbum é para ocupar uma hora das pessoas com uma disposição, ânimo” Will diz. “Se eu sou um doutor e você fala, ‘eu só quero dançar’ eu prescrevo isto.” Portanto, faixas animadas, a luz na matéria cinzenta e pesada. Dos críticos que impugnam sua simplicidade, o Peas dizem que essas pessoas não estão usando ‘The E.N.D.’, conforme indicado: “É como se fosse um escape” diz Fergie. “Nós queríamos que as pessoas esquecessem sobre seus problemas financeiros, perda de emprego, perda de suas casas.”

Adaptar cada música para um uso específico

Para Will.i.am, músicas são fluidos, de livre flutuação de entidades que funcionam em frequências diferentes. Em muitas dessas freqüências – como frequentemente o anúncio de propagandas – essa função tende a trazer dinheiro. Muito mesmo. Por quase uma década os Peas foram aperfeiçoando um estilo de música que funciona perfeitamente em comerciais. Em 2003 eles relançaram a música “Let’s Get Retarted” para o tema da NBA, mudando para “Let’s Get It Stared.” O mesmo ano, a banda usou a música “Hey Mama” para comercial da Apple para o iPod. Em 2009, o grupo estreou “I Gotta Feeling” meses antes do lançamento oficial como a canção-tema da programação do horário nobre de verão da CBS – e isto foi só o começo. Os Peas performaram fora dos estúdios da Oprah, tocaram no Dick Clark’s New Year’s Rockin’ Eve, no Super Bowl, no Grammys, e um pocket show na Times Square filmado por James Cameron, que será lançado como um show em 3D. Até chegar a 2010, o Planeta Terra foi o Planeta Pea.

De certa forma, esta era uma versão macro do que Will faz onde quer que vá. “Se nós vamos a uma festa, eu vou ficar meio quieto no canto, absorvendo tudo,” falou Apl.de.ap. “Vou olhar e ver Will falando com o Prince.” Dois anos atrás, o cantor Prince convidou Will.i.am para ir a um show dele em Las Vegas. Will perguntou se ele poderia convidar um cantor e compositor que ele estava trabalhando – era o Michael Jackson. Will disse que Jackson tinha certos desentendimentos com Prince desde 1983, em um show do James Brown. “Eu falei para Quincy, e ele ficou tipo, ‘Eu não acredito que você levou Michael para lá’”, disse Will.i.am. “Prince e Michael Jackson? Vamos lá. Isso é conectar os mundos.”

Naturalmente, conectando mundos pode fazer maravilhas para o conector. Em um comercial de 2009 da Pepsi, Will.i.am fez raps em cima da música do Bob Dylan “Forever Young” enquanto uma montagem digital o marcava como um sucessor de um dos melhores compositores do rock. Um ano antes, ele pegou um pedaço do discurso do Barack Obama, adicionando uma parte de guitarra tocada pelo ator Bryan Greenberg, que tinha uma lista de amigos que incluía Scarlett Johansson e Kareem Abdul-Jabbar, e lançou um vídeo – assistido vinte e seis milhões de vezes – que ajudou um negro a entrar na Casa Branca. “Yes We Can” não afetou a carreira de Will.i.am, pelo contrário, tornou-o o escritor de músicas da América 2.0.

Venda música para sua platéia, então venda sua platéia

A visão não-ortodoxa do Will de misturar arte e comércio – extremo até para o hip-hop – vem de uma perspectiva externa que ele tem desde sua infância. Ele cresceu no mais mexicano projeto do leste de Los Angeles e ia de ônibus todos os dias para uma escola famosa na próspera Pacific Palisades. Para sobreviver, ele teve de aprender como ser um camaleão: “Um negro em um bairro só de mexicanos que estudou numa escola só de brancos – eu não ligo para o que as pessoas dizem”, disse Will. “Existe uma razão para eu ser quem sou, mais do que educação e condição”. ‘Por que se veste assim, ese?’ ele diz, imitando um vizinho latino. “Então eu iria para uma escola com Brett e Brent”, ele diz, como um menino branco. “ ’Hey, William.’ Hoje as pessoas me perguntam se sou de Londres” – diz Will. “Não. É um acento branco do leste de Los Angeles.”

Inicialmente um dançarino de break, Will virou um MC durante o colégio e formou o grupo de hip-hop inspirado no De La Soul “Atban Klann” com amigos que eram dançarinos de break e transformaram-se em MCs, eram eles Apl.de.ap e Taboo. Will conseguiu seu primeiro acordo de gravadora em 1992 por ganhar uma batalha de Freestyle contra Twista, o MC de Chicago que iria ficar famoso com Kanye West em “Slow Jamz” e que tem o recorde de maior velocidade no Guiness. Perguntamos como ele ficou tão bom em suas coisas, Will.i.am respondeu: “Meu lema era: ‘Faço o que você faz, porém melhor’”.

Buscando esta estratégia, Will.i.am construiu um Black Eyed Peas que distribui uma alegria contagiante, um super espetáculo e uma mensagem de paz, amor e sem ofender ninguém. Desse jeito, aquelas são as qualidades exatas que agências de publicidade procuram para vender qualquer coisa – um fato que tem destruído o limite entre a música e a propaganda enquanto a fama dos Peas continuava a crescer. A faixa rock do The E.N.D: “Now Generation”, por um momento, não apenas veste um jingle da Pepsi, ela soa como uma provocadora declaração de jovens consumidores unidos pelo gosto do novo. O fato que Will é também um artista patrocinado pela Pepsi e que em 2007 escreveu uma música chamada “More” para a propaganda da Pepsi torna as coisas ainda mais confusas. Os Peas fazem músicas ou jingles?

Para Will, a dúvida ficou lá atrás no século XX. “Desde 1960, tem sido um tabu para as bandas fundir-se com marcas, como se eles só deveriam vender música” – diz ele. “Mas a música nunca era o produto. Quando você toca num bar, a música faz com que pessoas vendam ingressos e bebidas. A primeira indústria da música se publicava porquê eles vendiam música de partitura”. Beethoven? Verdi? “Eles vendiam agregações, a habilidade de levar pessoas à concertos”.

Gângsteres de verdade não fazem Rap

Desde que ele tinha 14 anos, esperto e obcecado por música, William James Adams Jr. Vestia uma roupa escolhida (e forçada) pela sua mãe e um cabelo afro. Quando ele foi revogado no nono ano, ele escolheu o visual achatado que ele usa hoje, o Gumby, que perfeitamente complementa o conjunto de calças de harém que ele ganhou, para seu primeiro show em 1989 numa escola de Los Angeles, de um homem que ele ainda chama de inspiração. “As pessoas vão me odiar por dizer isto, mas é a pura verdade”, diz Will.i.am. “MC Hammer abriu as portas para todos nós. Sem Hammer não seria legal, não seria eu”.

Mas ele deve muito aos fundadores do rap gângster. O primeiro acordo de gravação do Atban Klann foi com a Ruthless, fundada por Eazy-E no NWA. Enquanto a morte de Eazy em 1995 de Aids tirava o projeto dos trilhos, o rapper gângster confirmou algo que Will já sabia. “Eu sou do ‘fucking projects’, e os gângsteres, os ‘manos’ de verdade – estão lá fora fazendo besteira”, ele disse. “Eles estão lá fora dando tiros, sem tempo para rimar. São os soldadinhos que querem ser como aquele cara: estes são os rappers gângsteres”.

Apesar de aparecer primeiramente em um single do Eazy-E chamado “Merry Mothafuckin’ Xmas”, Will diz que sua visão progressiva e multiracial estava lá desde o começo: “Em nossa primeira gravação underground ‘Joints and Jam’, nós dizemos ‘Nós somos o apelo da massa, sem segregação/Do negro ao asiático e o caucasiano…’ Era parte do plano. Meu primeiro álbum foi o Behind the Front. Que significava, ‘Isto é o que eu significo de verdade, por trás da testa’”.

Sempre escute as garotas

Logo depois de entrar em uma festa pós-show do Black Eyed Peas em um clube de Houston – onde “Empire State of Mind” do Jay-Z é seguida por uma fila de canções do Black Eyed Peas – Will.i.am pronuncia a vibração maluca, deixe que uns bêbados disparem contra ele flashes de câmeras digitais e saia de um carro de espera. Ele é levado a uma pós-festa pós-show, onde ele vai ser DJ e que promete “porcarias underground de verdade”. No caminho para o local, Will pergunta ao promoter que tipo de música a multidão gosta. “Ah, eles gostarão de qualquer coisa que você tocar – Top 40, hip-hop, dance”, diz o jovem branco cuja namorada o interrompe dizendo: “Electro”.

“Sempre escute as garotas, ” diz Will.i.am, um teoria com a seguinte descrição “Conquiste o fãs de 14 anos; Porque?? por que eu me apaixonei pela música quando eu tinha 14 anos, e você não podia me dizer nada – eu achava que eu sabia o que estava rolando. Eu construí minha personalidade musical das músicas que eu ouvi quando tinha 14 anos.”

Minutos depois, no meio de flashes e batidas na van, Will liga um MacBkook e com uma interface retangular e cheia de botões. Enquanto a multidão gritava, ele colocou um fone de ouvido e um microfone. “Yo – houuuuuuuuston” grita ele, desencadeando um coral de uma música do David Guetta. “Vocês estão prontos pra agitar??”

Com uma mão talentosa, Will solta varias batidas techno, e depois começa a começa com um freestyle, em meio de raps e efeitos sonoros, ele diz “esteroide no iTunes”. Os efeitos que ele usa lembram Wesley Snipes como o caçador de bampiros Blade, enquanto ele solta suar próprias batidas com “remixes de remixes de outros artistas, de músicas famosas” desenhados com uma massiva quantidade de tons.

“On to the next, on to the next, on to the next” cantava ele, sobre  uma base de Jxxx’s 2001 “Where’s Your Head At” com a abertura de “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana, e também de “Hit me With Your Best Shot,” de Pat Benatar’s, a qual o refrão se mistura com um hit de 2009 “Shots” do LMFAO, do qual os MCs Redfoo e Sky BLu, Will conhece desde o colégio e o qual o pai é o fundador da Montown Berry Gordy; “Se você é um DJ no controle do seu jogo, você consegue 80 mil pessoas no meio de Los Angeles entrar no clima” diz Will “80 mil pessoas. Não Rihannas, nem Beyoncés. DJs.”

A música toda deveria ser um refrão

Como um compositor, Will faz conexão com a Lei de Moore, enquanto a capacidade dos softwates aumenta, são contidos em peças cada vez menores. “Hoje em dia, todo refrão está ficando cada dia mais curto.” diz ele. “Daqui a pouco vamos estar ouvindo a bips. Atualmente, os sons mais complexos aparecem, quando você tira todos os véus e disfarces da música.” Por outro lado, uma musica aparentemente simples como “Boom Boom Pow,” é na verdade uma musica muito futurista. “Tem apenas umas nota” diz Will.I.Am “A palavra ‘boom’ se repete 168 vezes. A estrutura tem 3 batidas em uma música. Não é letra – são padrões do som, estrutura, arquitetura. Muitas pessoas dizem, “Black Eyed Peas é uma merda simples,” e eu direi algo do tipo, “Não, idiota, somos a merda mais complicada que você pode encontrar, e é por isso que tocamos em todos os lugares do planeta.”

Will.I.am pode pensar desse jeito. E como ele reescreveria o hino nacional? Ele sugere uma simples coisa. “Não teria versos e refrão,” ele diz. “A canção inteira seria um refrão. Deveria durar mais ou menos um minuto e ter graves e agudos para poder ser cantado por homens e mulheres em qualquer nota.” Seria uma mistura, segundo ele, é “We are the World,” por uma ingênua simplicidade, e a milionária “I Will Always Love You” de Whitney Houstoun, que ficou em primeiro na Billboard por 14 semanas – recorde que os Peas bateram com “I Gotta Feeling”. O novo Hino, segundo Will, “deveria ter nossas histórias, dizer que nós fizemos coisas ruins, que nós sofremos e crescemos, e que nos importamos com o nosso futuro. A musica da tem tudo isso –  humildade, paixão, dor, alegria e amor, tudo ao mesmo tempo. Você pega essas duas mensagens e as junta – isso é poder. Esse é o jeito que os Estados Unidos deveria falar com o mundo.”

Vá direto á Alegria

Na realidade fria do mercado, da internet, da divulgação a sinergia faz um bom trabalho de fazer o medíocre popular todos os dias. O sucesso cada vez mais raro, aquele que ganha os corações e mentes de verdade, trabalha em uma alquimia que nem Will.i.am aprendeu ainda, ele conversa sem mencionar marcas, padrões ou  BPMs. “Qual a emoção mais fácil de se atuar?” ele pergunta. “Raiva. Qual a mais difícil? Alegria. Isso porque alegria é complicada. É sombria, triste, feliz, coração partido, esperançosa – todas essas emoções em uma só. O que você escuta em “I Gotta Feeling”? Pra mim aquilo é prazer. Você está mal, mas essa noite vai ser uma ótima noite. Você não consegue se sentir feliz se teve uma péssima semana, então você vai direto ao prazer.”

Ele lembra de um conselho que ele ouviu do Bono. “Bono disse, ‘Nossa musica aproxima as pessoas de um jeito que você nunca pode estar: Você esta nas orelhas deles, eles nós colocam nas cabeças deles.’ Isso mudou o meu ponto de vista. Alguém conscientemente coloca você no cérebro dele. Isso é sério.”

Duas semanas depois daquela entrevista, Will estava de volta em casa em Los Angeles. Foi um ano depois de ele entrar no Linconl Memorial ao lado do novo presidente, um momento em que a mente dele foi tomada por lembranças de sua infância, sua viagem de uma hora e meia até a escola, sua avó. “Eu estava pensando nela vendo o um presidente negro no palco – todos aqueles pensamentos na minha cabeça,” ele diz “Eu estava em cima do palco também, eu estava pensando ‘Por que eu?'”

E em mais ou menos uma hora ele escreveu “I Gotta Feeling,” uma musica que tem todas as notas de um estado-de-arte, multiuso, um sistema de entrega de diversão – ela teve um motivo para ser escrita, a razão da sua existência, e talvez por isso o significante sucesso.

“Ninguém pediu pra eu escrever ‘I Gotta Feeling'” diz Will.I.Am. “Apenas veio”

Tradução: Equipe PortalBEP (Henrique, César, Pedro, Renato)
Retirou notícia, por favor credite o site.

Autor do Post
Renato Cavalcanti

Comentários

11 Comentários
  1. postado por
    Mauricio
    abr 22, 2010

    vou ler.

  2. postado por
    erika
    abr 22, 2010

    ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

  3. postado por
    raquel
    abr 22, 2010

    black eyed peas na rolling stone…. deveria ser :A paranoia do Will.I.am na Rolling Stone hasuhasuhauhs algumas coisas sao certas… mais ele è muito loko meu suhauhashuashuas mais mesmo assim gostei

  4. postado por
    Tchello
    abr 22, 2010

    will é um gênio…

    “Muitas pessoas dizem: Black Eyed Peas é uma merda Simples. E eu direi algo do tipo: Não, idiota, somos a merda mais complicada que você pode encontrar, e é por isso que tocamos em todos os lugares do planeta.” – ISO FOI MAAARA!

    Mas não são merda nenhuma…merda tem na cabeça das pessoas que pensam assim!!!!

  5. postado por
    AnDrÉ
    abr 23, 2010

    pq Michael Jackson morreu, imagina dois gênios trabalhando juntos……,

  6. postado por
    Antônio Lodir
    abr 23, 2010

    Essa matéria era sobre o Black Eyed Peas ou sobre o Will.I.Am? Quase não lí sobre o grupo, e só sobre o líder. Poderia ser bem melhor se falasse mais do grupo todo. Isso que a integrante mais famosa, Fergie, não é a líder.

  7. postado por
    William
    abr 23, 2010

    Pois é….faltou os outros peas…

  8. postado por
    Caroll Bep
    abr 23, 2010

    Muitas pessoas dizem, “Black Eyed Peas é uma merda simples,” e eu direi algo do tipo, “Não, idiota, somos a merda mais complicada que você pode encontrar, e é por isso que tocamos em todos os lugares do planeta.”

    hauhauhauhauhuh eu amei essa parte

  9. postado por
    Gow
    abr 23, 2010

    Parabéns pela tradução!
    deve ter dado um trabalhão hein
    matéria foda!

  10. postado por
    WEIDY MARIE
    abr 23, 2010

    AMEI A ENTREVISTA….SÓ FALTOU FALAR MAIS DOS OUTROS INTEGRANTES DA BANDA,A ENTREVISTA TA MAIS PARA ENTREVISTA COM O WILL E SOBRE O WILL DO BLACK EYED PEAS,DO QUE ENTREVISTA COM O BLACK EYED PEAS…MAIS FOI ÓTIMO SABER MAIS SOBRE O WILL,FALTA UMA ENTREVISTA ASSIM COM O RESTANTE DO GRUPO….OPA,TEM UM ERROZINHO NA ESCRITA DA TRADUÇÃO,TA ASSIM:”OS EFEITOS QUE ELE USA LEMBRAM WESLEY SNIPES COMO CAÇADOR DE bampiros,Ñ SERIA CAÇADOR DE VAMPIROS….MAIS TUDO BEM,NÃO KERO COLOCAR DEFEITO,SO TOW FALANDO CASO VC KEIRA CONSERTAR….OBG PELA TRADUÇÃO 🙂
    I LOVE YOU BEP♥♥♥

  11. postado por
    @wallysond/Douglas
    abr 23, 2010

    mesmo com o inglês fdp de ruim que tenho eu quero um exemplar dessa revista!!!

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