Sites de Boston publicam novas entrevistas do Will

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O Black Eyed Peas está em Boston para mais um show da The E.N.D. World Tour, e os sites “Boston Globe” e” Boston Herald” entrevistaram o rapper por telefone, confira:

–Boston Globe–

P.: Está tudo funcionando adequadamente na turnê? Ouvi dizer que é uma experiência extremamente high-tech.

R. Sim, é a maior produção que já fizemos. . . Eu ainda me lembro de quando brincávamos de tocar para apenas 200 pessoas. Eu me lembro de quando brincávamos disso durante o almoço da faculdade.

P.: Você pensa nisso quando está performando nos grandes estádios?

R. Sim, claro que penso. Eu lembro de quando falávamos, “Nós conseguimos 200 dólares hoje!” Eu lembro disso. Eu me lembro da primeira vez que alguém disse, “Você pode me dar um autógrafo?” Lembro do nosso primeiro ônibus de excursão para abrirmos os shows do Cypress Hill, Busta Rhymes, e Wyclef. Lembro de quando as pessoas me chamavam de Wyclef! Agora as pessoas chamam o Wyclef de Will.i.am. Isso é [palavrão] louco.

P.: Vocês devem rir sobre isso.

R. Eu dou risada agora. Antes isso não era engraçado.

P.: Alguma vez você imaginou que apenas neste momento da carreira da banda você estaria no auge de sua popularidade, já que normalmente acontece o inverso?

R. Não. Eu não pensei que seria assim. Eu jamais achei que iríamos contribuir para um novo recorde [Billboard]. Nunca achei que poderíamos fazer isso. É uma loucura, nenhum grupo na história de grupos ou cantores já fez isso. Os Beach Boys, Michael Jackson, nenhum deles. O Black Eyed Peas? O quê? Holla! Eu não esperava que isso fosse acontecer. Eu me lembro da primeira vez que tentamos assinar com uma gravadora, eu fui para essa reunião com a EMI – o nome do cara era Big John – e ele disse: “Eu gosto da sua música, só não é palpável. Eles não vão tocar isso na rádio.” Agora, 11 anos depois, o grupo que detém o recorde de mais tempo tocando na rádio é o nosso.

P.: Nas cenas de abertura do seu novo vídeo de combate com robôs você diz aos seus colegas que não se pode afirmar que é futurista e ao mesmo tempo ter medo do futuro. Isso soa quase como se você estivesse tentando enviar uma mensagem para os ouvintes, que se os músicos buscam forjar novos caminhos, eles têm de aceitar a tecnologia que vem junto.

R. Esta afirmação não foi apenas uma coisa aleatória. Isso soa como uma pequena bomba. Essa afirmação pode ser parafraseada como: “Você não pode dizer que quer mudar qando não está disposto a mudar.” ” Você não pode dizer que vai consertar a economia e não consertar as pessoas que são a razão pela qual o economia avança.” Essa afirmação pode ser aplicada em qualquer lugar. O que essa afirmação significa é o senso comum.

P.: Mas a frase certamente tem uma aplicação ao Black Eyed Peas, dada a direção eletrônica que o grupo está seguindo

R. Acho que essa é a razão pela qual este álbum foi bem-sucedido, porque nós fizemos um álbum para uma cena que está viva. Se você fizer um álbum para os  DJs e clubes da vida – e esta é a única coisa no mundo da música que é vibrante, além dos shows ao vivo – você vai ter um álbum de sucesso.

–Boston Herald–

P.: O BEP não saiu do Grammy 2010 de mãos vazias, mas você não ganhou nenhum dos três grandes prêmios (Álbum, Gravação e Canção do Ano). Você ficou triste?

R. Eu fiquei um pouco confuso, mas estou feliz. Eu estou feliz que nós fizemos um bom show. Isso é que é importante. Todo o resto é política e estranheza. Eu adoro a Taylor Swift, e eu não quero que isso soe estranho de maneira alguma, mas eu não entendo como um álbum com apenas uma ou duas músicas realmente escritas por ela ganha o prêmio de Álbum do Ano. Eu também adoro o Kings of Leon, mas eu não vejo a música deles sendo maior do que “I Gotta Feeling.”

P.: Parece que você não ficou satisfeito com o resultado.

R. Eles estão baseando os prêmios no que as pessoas tem a oferecer ou é apenas uma comissão premiando seus favoritos?

P.: Às vezes, é impossível dizer o que os críticos do Grammy pensam.

R. E a Lady Gaga? Como a Lady Gaga pode perder o prêmio de Artista Revelação? Eu não entendo isso. Mas lembre que esta é uma premiação americana e por isso representa o mundo. Eles não consideram o que é popular em outros países que têm uma indústria musical muito mais saudável, lugares como a Inglaterra, a França e o Japão, que ainda estão cheios de lojas de discos.

P.: Há algum tempo, as pessoas se perguntavam se o Peas duraria por mais cinco anos, e aqui você está talvez no melhor ano que a banda já teve.

R. Eu não vou dizer que é fácil. Mas o Peas tem feito turnês para grandes multidões desde 1998, com alunos que frequentam a faculdade e roqueiros punk desde 1995. Há uma razão para podemos cantar na frente de roqueiros fãs do U2 e termos conexões com essas pessoas. Nós não temos que mudar o nosso som para atrair os roqueiros, só temos que mantar a nossa alma. Nós não temos de mudar o nosso som para a música country … OK, e eu nem sei como fazer isso. (Risos)

P.: Então o truque para ter sucesso no mundo pop não é apenas mudar para o que você acha que as pessoas querem?

R. Ser Pop é uma realização. É o resultado do sucesso. Se não fôssemos populares, não estaríamos em um grupo pop, nós seríamos um grupo estranho da cena underground. As pessoas diriam, “Cara, essa (palavrão) é eclética .” Fazemos música de tapeçaria, colagens de música, mas nós somos pop porque todo mundo nos conhece. Nós somos pop por causa do tamanho dos lugares onde nos apresentamos. Somos pop porque nós podemos ir ma “Oprah”. Somos pop porque temos relevância em Xangai e Pequim, Casaquistão e Moscow, Índia, Indonésia, Brasil, Argentina, Nicarágua, Chile, Romenia e República Tcheca.

P.: Os Peas têm um alcance global, mas certamente há lugares onde nunca estiveram, lugares que não têm o tal “Boom Boom Pow”.

R. Este ano vamos para o Egito. Nós vamos para a Grécia. Nós vamos para o Peru. Após este ano, não haverá nenhum lugar que ainda não fomos. Ah, nós não fomos para Laos ou Guam ou o Camboja, mas nós fomos para as Filipinas e Vietna.

P.: Você é maior fora dos Estados Unidos que em casa?

R. Sim, muito mais. Nós temos um nome de peso na América.

P.: Você faz um enorme sucesso aqui. Você se apresentou no Madison Square Garden.

R. Mas se vendemos quatro milhões de discos nos Estados Unidos, nós vendemos oito milhões fora dos EUA. Se nós ganhamos platina na América, ganhamos disco de platina duplo ou triplo no Reino Unido. O que quer que nós vendamos aqui, nós vendemos duas vezes mais em toda a parte.

P.: Por que isso?

R. É porque o resto do mundo aprecia música mais do que a América. Eu odeio dizer aquilo, eu odeio dizer isso, mas o resto do mundo ainda tem programas de música nas suas escolas. O resto do mundo ainda tem lojas de discos. Eu estou dizendo cara, a América tem … eu não sei. Uma das maiores exportações que temos é a música. As pessoas não querem vir para a América por causa dos nossos carros. As pessoas não querem vir para a América porque temos uma culinária exótica. Não é como, “Ooh, eu quero a comida americana.” A comida americana é chamada de McDonald’s e você não precisa ir aos Estados Unidos para comer McDonald’s então para que (palavrão) você vem aqui. As pessoas não querem o nosso futebol, pois já existe um outro futebol, que é internacional e todo o mundo participa e nós só vamos para marcar presença. Eles amam as oportunidades que nós oferecemos, mas também há várias oportunidades na Suíça e Holanda e Austrália e Canadá, e esses lugares pregam a liberdade tanto quanto na América, mas lá ainda é maior porque eles tiveram cuidado com a saúde pública. Não, é a nossa música e nossos filmes que as pessoas querem. A nossa diversão é a única coisa que temos e que as pessoas adoram.

P.: Se os americanos não dão tanto valor a música quanto as outras pessoas, o que podemos fazer sobre isso? A resposta será termos mais aulas de música nas escolas?

R. Os primeiros orçamentos que são cortados no ensino são os de música. Mas a música é boa para as comunidades. As estatísticas mostram que o corte de programas ou eletivas de música no interior da cidade contribui para maiores taxas de criminalidade, porque as crianças não têm nada para fazer. É como, ‘Que (palavrão) vamos fazer hoje’?

P.: Você precisa pegar o telefone e conversar com o presidente Obama sobre isso.

R. Sim, eu sei, eu sei.

P.: Antes que você vá, você está empolgado para vir a Boston? Esta cidade é boa para o Black Eyed Peas?

R. Sim, eu mal posso esperar para chegar em Boston. Eu mal posso esperar para ir ao MIT. Toda vez que vou para Boston, eu visito o MIT para ter verdadeiras explosões no meu cérebro, porque eles estão sempre trabalhando em algo excêntrico, louco, futurista. Boston, dentre todos os lugares da América – e eu não estou dizendo isso porque estamos chegando aí – mas os Estados Unidos podem aprender muito sobre a educação com Boston. O MIT é um mecanismo muito importante, uma fábrica de mentes. Se pudéssemos modelar a educação da América unindo o melhor de Harvard e do MIT, e colocar esse tipo de atenção na educação de toda a América, poderíamos competir com o Japão, que há 65 anos foi deixado na poeira como um país do terceiro mundo.

Via: BlackEyedPeas.com.br

Autor do Post
Renato Cavalcanti

Comentários

2 Comentários
  1. postado por
    Tchello
    fev 27, 2010

    ADORO AS ENTREBISTAS DO WILL…ELERESPONDE MUITO BEM…

    ADORO QUANDO ELE MENCIONA O BRASIL TAMBÉM! xD

  2. postado por
    Sayure Ferg’s-Ninguem ama o BEP mais do que eu!=)
    fev 27, 2010

    Pow!Super show essas entrevistas!( como sempre neh)
    Respostas precisas e muito bem colocadas! O Will em momento algum foge das perguntas!Responde-as muito bem e de forma muito clara, facil de compreender o que Ele quer dizer
    Muito muito foda!
    I adored!
    I Love Black Eyed Peas forever and no one love more than me!=)

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