Entrevista do BEP ao Post Gazette

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Confira uma entrevista que  o Black Eyed Peas concedeu ontem ao site Post Gazetter logo após a conferência do NFL Kickoff em Pittsburgo. Eles falam do sucesso, do álbum The E.N.D e várias curiosidades. Confira:

Acho que a última vez que vi vocês aqui, vocês estavam tocando no edifício Crane com Everclear e Soul Coughing …

will.i.am: Isso era 1999 na turnê Sno-Core. Nós estivemos aqui na turnê de Justin Timberlake, tocamos também na Warped Tour. Cantamos na turnê do No Doubt. E a última vez que fizemos show em Pittsburgo foi um colégio em 2005. Eu tenho uma memória muito boa.

Não existem muitas bandas que irão tocar na Warpet Tour que estão a 22 semanas consecutivas no topo das paradas…

E todos disseram em coro: 23!

Vocês já estavam prevendo deste a Warpet Tour que seriam uma banda pop comercial com tanto sucesso?

will.i.am: Eu sabia. Eu sabia o tempo todo. Brincadeira. Sem essa, você não sabe essas coisas. Você só faz esse trabalho porque você ama fazer. Então essas coisas acontecem dessa forma. Sentar aqui e falar que nós planejamos ou sabiamos seria uma mentira.

Taboo: Naquela época, estávamos desejando em ter o nosso própria tour. Só estávamos abrindo shows para todo mundo. Isso era o que nós queriamos.

Assim, vocês não encontraram ninguém que dissesse que em algum momento vocês iriam realmente decolar?

will.i.am: Você sempre tem desejos de explodir, como “Yo, eu não posso esperar até que estouremos”. Mas esse nível de sucesso agora? Eu não achava que seria esta coisa enorme. Nós pensamos que ser grande foi quando chegamos a disco de platina.

apl.de.ap: Eu me lembro que só queria cantar na House of Blues. Como ‘Oh, nós fizemos um show na House Of Blues!’ E assim foi: “Eu não posso esperar para tocar na Universal Amphitheater. Então nós tocamos lá. Daí depois abrimos shows para Justin Timberlake no Staples Center, e era como ‘Oh, eu não posso esperar até tocar no Staples Center, por nós mesmos. Daí depois foi como ‘mal posso esperar até que ganhemos um Grammy’. Sempre conseguindo algo até a próxima coisa que vai aparecendo, esta sempre mais além.

Vocês acham que a banda foi beneficiada por fazer essa subida gradual?

will.i.am: Yeah. Um monte de grupos aparecem, eles explodem e então seu sucesso começa a declinar. A nossa dinâmica é o oposto.

Taboo: A coisa legal sobre isso é que continuamos amigos próximos, com ou sem sucesso. É um constante lembrete de quão valioso é nossa relação como amigos.

The E.N.D é algo de partida para vocês. O que levou vocês para esta direção electro pop?

Fergie: Bem, Will e APL começaram a ser DJ’s e Will estava gravando na Austrália o filme ‘Wolverine’ e se deparou com esta nova cena electro e trouxe para nós. Nós todos estávamos apenas empolgado sobre isso. Sentiamos algo muito novo, muito fresco. E nós fazemos músicas que nos inspiram. Não estavamos tentando recriar canções antigas nossas. Já fizemos isso. Estamos em um novo período de tempo, e voltando e ficando juntos no estúdio fez como que uma obrigação, que tivemos de sair para os clubes de dança, para que todos juntos fizessemos a música que nos inspiraria.. Sem saber antes de lançar ‘Boom Boom Pow’, ficamos pensando que esta seria apenas uma música de clube,  masse tornou-se mainstream, então foi bem louco para nós. Nós estavamos felizes de fazer um álbum.  Nós pensamos que, pelo menos, iriamos fazer uma turnê pelos clubes. Agora com toda essa apreciação de nosso novo som, tudo vai ser cada vez maior.

Vocês achavam que o público iria adiante com o novo som?

Fergie: Você nunca sabe. Quando você faz um álbum e teve sucesso antes, você nunca sabe se os seus fãs estão se livrando de você ou se eles vão crescer com você. E isso é um risco que estávamos dispostos a tomar e agradecemos a Deus, pois temos fãs incríveis que ficaram presos a nós e cresceram conosco.

will.i.am: E você nunca sabe se vai conseguir novos fãs quando você experimenta e segue a sua paixão. Quando você vai ao estúdio fazer música, para os Peas, não todos, a nossa tradição tem sido essas músicas que representam o que sentimos hoje, e amanhã podemos sentir de maneira diferente. E o público que temos, talvez alguns deles, gostem dessa freqüência. Temos os nossos fãs obstinados. Com este álbum, um monte de pessoas vieram e falaram: ‘Eu realmente gostei desse álbum. Realmente não é como coisas feitas antes”. Mas isso me fez olhar para o Black Eyed Peas totalmente diferente. ” É um tipo diferente de disco, é focado, podemos chamá-lo de electro-funk-estático. Quando você está dançando no clube, é sobre as batidas e você não quer que misture muito.

E vocês não tem idéia de como ele irá se desenrolar ao longo do tempo?

will.i.am: Bem, uma coisa a dizer, ‘Yo, irei fazer esta batida para o rádio’. Você nunca sabe como vão responder, como vão reagir. Mas quando você diz: ‘Eu vou fazer essa batida para fazer as pessoas dançarem “, e você sai para o clube e mostra para as pessoas, você sabe instantaneamente. Eles dançam ou não.

Fergie:  Em uma época quando as pessoas estão tendo problemas, problemas de dinheiro, você nunca pode substituir os bons momentos com a família e amigos, e isso é o que este álbum fala. Tendo diversão com a família e amigos. Isso soou como um comercial.

Como é o processo de escrever uma música como ‘I Gotta Feeling’?

Will.i.am: A música foi escrita em 45 minutos. Recebi a batida por email do cara que produziu. Eu estava trabalhando numa outra música e queria terminar a ideia que estava na minha mente, então eu tropecei naquilo, porque e uqueria me concentrar na outra coisa que estava escrevendo. Então quando nós estávamos nos preparando para sair para um clube, Apl estava no carro buzinando. Uns amigos vieram e eles disseram que era “única”. As pessoas dizem ‘I gotta feeling’ todo dia das vidas delas. Pense quantas amigas você tem que os namorados delas acabam o namoro e elas se sentem triste e depressivas e os amigos delas as dizem: “Qual é gata, relaxa, eu acho que essa noite vai ser uma boa noite…”. Pessoas ao redor do mundo estão dizendo isso, porque todo o mundo está passando por tempos difíceis.

Vocês têm expressado muita confiança no futuro do álbum como um conceito. Como vocês acham que esse CD se adequa a isto?

Will.i.am: Digamos, por exemplo, estamos aqui no NFL Kickoff (Campeonato americano de Futebol Americano). Digamos que o estádio de futebol começou a se demolir. Isso trapalharia o NFL, eles não poderiam jogar futebol. O mesmo aconteceria com a música. Nossos “campos de futebol” estão se “demolindo”. Não há lojas de CD, então é claro que uma pessoa que está prestando atenção no que está acontecendo se sentirá um pouco preocupado e dirá ‘Oh oh…, teremos o mesmo sucesso de 2005, vendendo 10, 12 milhões no mundo todo, com menos 80% do número de lojas de CD?’ Eu não acho, então procuramos que outras áreas poderiamos ter sucesso: clubes, tours, rádios, estes são os lugares para ainda ter sucesso.

Fergie: Esta tour que estamos preparando é a maior produção para tour que já fizemos. Então temos ensaiado, juntado nossos palcos e tornando isto o maior possível. Nós apenas estaremos em um momento como este uma vez em nossas vidas. De fato [ela se vira para os Peas] estou nervosa sobre nossa coreografia. Nossa tour começa semana que vem.

Vocês tem definitivamente explodido em termos de tamanho de público. Vocês ainda sentem que tem os críticos ao seu lado?

will.i.am:  críticos? Eles nunca estão do nosso lado. E você não faz música para os críticos. Você tem que fazer música para você em primeiro lugar – e pessoas que gravitam em torno de você. Quando você começar a fazer música para os críticos – você não pode fazer isso. É passo pra atrás. Você faz música para você.

Taboo: Nós poderíamos ter feito outro ‘Where is the love?’ e ‘Let’s get it Started’ …

will.i.am: e se nós fizermos isso, existiriram críticos criticando isto. Nós escolhemos só ignorá-los. Não ouvi-los. Não penetra.

Fergie: embora a Rolling Stone tenha falado que o The E.N.D é o nosso melhor álbum até hoje.

will.i.am: e isso me fez sentir muito bem!

Fergie: foi uma sensação legal.

will.i.am: Todo mundo mundo é um crítico agora. Todos tem um blog, um celular, twittam. Aqueles 200 críticos que estavam lá em 1998, agora, há 4 bilhões deles. Este é o tipo de crítica que eu tenho medo: [ele emite o som do cuspe] E todo mundo sai da pista de dança.

Assista ao vídeo da entrevista

Autor do Post
Renato Cavalcanti

Comentários

2 Comentários
  1. postado por
    Henrique
    set 10, 2009

    muito boa essa entrevista \o/

  2. postado por
    ana
    set 10, 2009

    MTOOO FODA A ENTREVISTAA!!!!

    gostei da ultima pergunta… principalmente a da 1º resposta [a do will]

    foda, foda, foda, foda , foda os Peas saum fodas!!!

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