Sidney Rezende fala sobre o The E.N.D.

O site Sidney Rezende publicou hoje uma materia sobre o The E.N.D. onde ele diz que valeu a pena o BEP ter mudado tanto seu estilo de Hip-Hop, alem de falar um pouco de cada musica do album. Confira a materia:

“Os quatro primeiros álbuns do Black Eyed Peas venderam mais de 20 milhões de cópias, ganharam três prêmios Grammy, e fizeram sucesso nos quatro cantos do planeta. Aí, vem a pergunta: será que valeria a pena mudar radicalmente a sua sonoridade? Mexer em time que está ganhando? Para o Black Eyed Peas, sim. Lógico que uma grande mudança pode ser temerária, mas will.i.am é esperto o suficiente para saber até onde pode ir. E o Black Eyed Peas foi muito bem, fazendo de “The E.N.D.” o álbum mais consistente de sua carreira.

Houve muita controvérsia, é verdade. Basta colocar o nome da banda e do álbum no Google, que será possível chegar a uma conclusão rápida: ou os fãs amaram ou odiaram. Não houve meio termo. E mesmo quem odiou, não passou indiferente a esse “The E.N.D.”. De fato, a energia não morreu – na verdade, o título significa “Energy Never Dies” -, e nem o marketing.

Trocando em miúdos – e de forma simplista, diga-se de passagem -, a mistura de hip hop, dance, pop, rap, funk e afins, que fez a fama da banda especialmente em “Elephunk” (2003) e “Monkey Business” (2005), deu lugar a um pop eletrônico nesse quinto álbum do conjunto, o primeiro em quatro anos. Apesar da reclamação de muitos fãs, aí vem o dado mais curioso (e a maior contradição) de “The E.N.D.”: pela primeira vez na sua história, will.i.am, Fergie, Taboo e apl.de.ap viram uma música do Black Eyed Peas – “Boom Boom Pow” – chegar ao primeiro posto da parada da Billboard. E aí? “The E.N.D.” foi um erro ou um acerto?

O que will.i.am não esconde – e tal fato é patente após a primeira audição do álbum – é que “The E.N.D.” não é um álbum “conceitual”, mas sim um emaranhado de (boas) canções. “O que é um álbum se você pode colocar 12 canções no iTunes e a pessoa pode escolher quais que quer comprar? Não existe mais álbum”, sentenciou o músico/produtor à Billboard. Conceitual ou não, “The E.N.D.” estreou em primeiro lugar na parada da Billboard. Os tempos podem ter mudado, mas nem tanto.

Além do arrasa quarteirão “Boom Boom Pow”, o novo álbum do Black Eyed Peas traz outros bons momentos, como “Rock That Body” (que, certamente, fará muito sucesso nas pistas de dança do mundo todo), a retrô “Meet Me Halfway” e, especialmente, “I Gotta Feeling”, um hit certeiro, com ótimos vocais de Fergie. “Imma Be” já tem uma pegada mais hip hop, parecida com os trabalhos anteriores da banda, assim como “Out Of My Head”. As genuinamente pop “Alive”, “Party All The Time” (que poderia ter sido escrita pelo B-52’s) e “Now Generation” completam o time de destaques do álbum. Aliás, essa última também lembra bastante – para o bem e para o mal – a sonoridade dos anos 80. Algumas outras canções, como “Missing You” e “Ring-A-Ling” soam um pouco repetitivas e cansativas. As 15 faixas de “The E.N.D.” poderiam ter sido reduzidas a 10.

Mas se você não se importar de ouvir as 15 faixas do disco, ainda há a opção da edição dupla de “The E.N.D.”, com dez faixas a mais, incluindo sucessos antigos (como “Pump It”, “Let’s Get Retarded” e “Don’t Phunk With My Heart”), que ganharam o mesmo tratamento pop dançante no qual a banda está focada. Melhores ou piores do que o original? Diferentes, isso sim.

E “The E.N.D.” é exatamente isso: um disco diferente. Diferente para os fãs do Black Eyed Peas, que duvidavam que a banda pudesse jogar o hip hop para escanteio, e diferente para os não fãs, que duvidavam que a banda pudesse partir para a eletrônica. Bom ou ruim? Apenas diferente. Apenas?”

Autor do Post
PortalBEP

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