Fergie: “Novo CD do BEP é bom para malhar a bunda”

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Quando se fala que Stacy Ann Ferguson é atriz, a maioria se assusta. Vocalista do Black Eyed Peas, quarteto americano de hip hop que já vendeu 26 milhões de CDs, Fergie bem que gostaria de ser reconhecida além de seus atributos físicos e vocais, mas não faz questão de parecer inteligente durante entrevistas. Sente-se ofendida quando perguntada se assistiu ao filme Oito e meio, de Federico Fellini, no qual é inspirado o próximo longa em que atua, Nine, mas fala sobre clássicos do cinema italiano com menos propriedade do que de sessões na academia de ginástica. Para a gostosona, o novo disco do BEP, The E.N.D., é a trilha sonora ideal para suar a camisa.

– Não é um disco para se ouvir deitado na cama – define Fergie, em entrevista por telefone ao Jornal do Brasil. – Não foi feito para meditar. Ele é para dançar, mas é melhor ainda para malhar a bunda. Quer dizer, os glúteos. Troca por glúteos. É bom ainda para se preparar para uma festa. Você não precisa de setlist, pode deixar rolar o CD direto.

O último disco

Fergie, 34 anos, já disse ter se inspirado em histórias reais de sua vida para escrever as letras que canta em The dutchess (2006), sua única empreitada solo, com 6 milhões de cópias vendidas. O processo criativo no Black Eyed Peas, porém, é bem diferente. O tom mais confessional só aparece fora do BEP.

– As músicas são mais sobre as relações dos garotos, sobre sair à noite. Na carreira solo, elas são mais pessoais – explica a cantora.

Figura central do quarteto ao lado de Fergie, o rapper e produtor Will.i.am se tornou partidário do fim do CD. Para ele, é bem provável que Energy never dies seja o último lançamento em disco de sua banda. A energia nunca morre. Já a a indústria de discos…

– É uma previsão do Will.i.am e basicamente o que diz é que a mídia que você segura vai morrer – comenta ela. – Não quer dizer que não faremos CDs. Estamos no mundo dos singles, as pessoas compram mais músicas do que discos. Infelizmente. Gosto de ouvir um álbum do começo ao fim. Gostaria que o público pensasse assim.

A morena começou a carreira distante do r&b. Aos 8 anos, dublou a personagem Sally em dois episódios do desenho Charlie Brown. Ainda criança, estrelou comerciais e programas de TV.

A incursão na música veio com o trio Wild Orchid, que gravou três discos entre 1991 e 2003, ano em que ganhou uma vaga no Black Eyed Peas. A entrada da diva foi substancial para o sucesso da banda. Elephunk – estreia de Fergie no grupo – cravou os primeiros hits do BEP: Where is the love? e Let’s get it started.

Após bancar a coadjuvante em papéis defenestrados pela crítica em Poseidon (2006) e Planeta terror (2007), ela pode finalmente despontar no cinema. É o que pretende com Nine, musical dirigido por Rob Marshall (do premiado Chicago) e com elenco abarrotado de ganhadores de Oscar.

No filme que estreia nos Estados Unidos em 25 de novembro e no no Brasil em 15 de janeiro de 2010, Fergie interpreta uma garota de programa. Contracena com Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Nicole Kidman, Judi Dench, Sophia Loren e Penélope Cruz.

– Foi incrível trabalhar com eles. Desde pequena sempre quis ser uma entertainer. Agora, sinto que estou no nível mais alto. Estar neste filme é o que sempre quis – empolga-se.

E como foi que a atriz pouco rodada conseguiu a chance de atuar ao lado de gente tão tarimbada?

– Fiz os testes como todo mundo, oras. Primeiro, viram minha fita e depois fui chamada – responde.

Nine segue a história de um cineasta (Day-Lewis no papel de Guido Contini, interpretado por Marcello Mastroianni no original) que entra em crise criativa e rememora as mulheres de sua vida. Potencial concorrente ao Oscar, o roteiro é baseado na peça de teatro homônima. Fergie não só viu o longa-metragem no qual Marshall se inspira como foi atrás de outras referências.

– Ele é um diretor incrível – elogia a cantora. – Para interpretar minha personagem, tive que buscar meu lado mais puta. Durante a gravação, tinha um quarto de hotel onde eu ficava lendo livros e vendo filmes para compor o papel, como o longa Ontem, hoje, amanhã. Quis aprender a andar como uma mulher italiana.

Se o filme não servir para, de uma vez por todas, fazer a fama de Fergie como atriz, pelo menos as filmagens renderam boas histórias para contar.

– Foi bem divertido. O pessoal do set pedia sempre salada de frango para o almoço, mas eu e Penélope Cruz só comíamos fritura.

Todos sabem da paixão de Fergie pela música brasileira, explícita em performances com Sergio Mendes, com quem foi vista cantando Mas que nada. Porém o que dizer da nova cena eletrônica brasileira (a curitibana Bonde do Rolê, a cearense Montage, a paulistana CSS e a niteroiense The Twelves), que arrancou elogios recentes de Justin Timberlake em seu blog?

– Bonde do Rolê e CSS já ouvi falar muito. Estou empolgada em poder saber mais sobre esse pessoal. Espero tocar com eles durante nossa próxima passagem pelo Brasil – convoca Fergie.

E não foi apenas no dueto com Mendes em Mas que nada que Fergie arriscou palavras em português. A cantora é a estrela da nova campanha da C&A, reforçando sua ligação com o país iniciada por meio de shows como o do réveillon de 2006, em Copacabana.

– É bom estar tão próxima do Brasil. O único lugar que tocamos para mais de 1 milhão foi no réveillon. E tem os sites. O fergiebr.com é um dos melhores do mundo. Os fãs são ótimos.

Autor do Post
Renato Cavalcanti

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